Mato Grosso abriu oficialmente a transição entre safras no campo entre os dias 13 e 18 de setembro. Com a colheita do algodão praticamente concluída nas propriedades, as usinas aceleraram o beneficiamento da fibra, que já alcança entre 34% e 50% da produção do estado.
Ao mesmo tempo, as máquinas de plantio da soja começaram a entrar em campo e já cobrem 1,15% da área prevista para a safra em Mato Grosso. O ritmo está ligeiramente à frente do registrado no mesmo período do ano passado, impulsionado pelas regiões Oeste (2,19%), Médio-Norte (2,16%) e Norte (1,44%).
Segundo dados do Instituto Mato-grossense do Algodão (IMAmt), ligado à Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão (Ampa), em parceria com o Imea, o retorno das chuvas ainda ocorre de forma tímida e irregular, o que influencia diretamente o ritmo dos trabalhos no campo. A expectativa é de que a chegada de novas frentes de umidade acelere o plantio nos próximos dias.
Enquanto a soja começa a ser semeada, a prioridade nas áreas de algodão, conforme orientação da Ampa, é manter o controle sanitário das lavouras. As equipes concentram esforços no recolhimento dos fardos de fibra e na destruição das soqueiras, etapa fundamental para evitar a permanência de plantas que possam favorecer a disseminação de pragas.
Para impedir a proliferação do bicudo-do-algodoeiro no próximo ciclo, os produtores também eliminam as plantas de algodão que nascem espontaneamente no campo e instalam dispositivos de atração e controle nas bordas das lavouras.
O cuidado nessa etapa de transição contribui para manter as áreas livres de plantas hospedeiras e reduzir os riscos sanitários para a próxima safra, preparando o campo para o início de um novo ciclo agrícola em condições mais seguras.
Fonte:Notícias Verdade MT – Não é só notícia, é verdade! Read More