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Pivetta defende reforma política para reduzir número de partidos no Brasil: “Chegou a hora de subir o sarrafo”

 

O governador e candidato à reeleição Otaviano Pivetta (Republicanos) defendeu a realização de uma reforma política profunda no país para conter a proliferação de legendas e dar maior consistência ao sistema partidário brasileiro. Otaviano disse que chegou a hora de “subir o sarrafo” para acabar com a “indústria de partidos”. A declaração ocorreu durante sabatina promovida pela Aliança do Setor Produtivo, integrada pela Famato (Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso), Fiemt (Federação das Indústrias do Estado de Mato Grosso) e Fecomércio (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Mato Grosso), realizada na quinta-feira (3).

Para Pivetta, o modelo atual é insustentável e exige mudanças estruturais a serem debatidas pelo Congresso Nacional. “Precisa ter uma reforma política no Brasil. É isso que eu espero que o Congresso vá emergir esse ano ainda, é importante e necessária“, pontuou o governador, destacando as dificuldades de governabilidade geradas pela fragmentação partidária.

O chefe do Executivo argumentou que o excesso de siglas prejudica a clareza institucional e propôs medidas mais rigorosas para conter o surgimento de organizações sem capilaridade real. “É impossível continuar com esse modelo político, é uma confusão com tantas pessoas, algo muito difícil de administrar. Eu acho que chegou a hora de fazer uma reforma política, subir o sarrafo e acabar com essa indústria de partidos“, frisou.

A discussão sobre a reforma política surgiu após o governador ser questionado sobre a onda de trocas de alianças e o apoio de prefeitos do PL à sua campanha de reeleição, em meio a ameaças de expulsão por infidelidade partidária. Ao comentar se o conceito de fidelidade aos diretórios havia perdido o sentido, Pivetta ampliou o debate para o cenário nacional, argumentando que a raiz do problema está na própria fragilidade institucional e no excesso de legendas registradas no país.

Na disputa pelo Palácio Paiaguás, metade dos concorrentes está em legendas nanicas ou de baixíssima expressão institucional, como o Mobiliza de Mauricio Coelho, o recém-surgido Missão de Rafaell Milas e o Agir do Sargento Laudicério, partidos que funcionam sem bancadas de peso ou capilaridade consolidada no Congresso Nacional, evidenciando justamente a distorção no sistema político que estimula alianças voláteis e candidaturas sem estrutura partidária.

Fonte:Notícias Verdade MT – Não é só notícia, é verdade!  Read More 

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